terça-feira, 7 de setembro de 2010

anonimarevela

Sinto
Tocas a prova de meu desejo,
arrepio...
Morena a pele que me toca
de sexo a sexo escandaliza
apaixona
...
Desejos soberbos, libidinosos
entre pernas de entrega voluptuosa.
Mamilos exitados!
Nucas arrepiadas!
Corações acelerados!
Vulvas úmida, pulsantes,
que pulsa no ritmo cardiaco.
No gozo de clítoris em pares
...
deliro!
mas ainda,
estremeço e sinto!


poesia
maravilhosamente liberada
para ser transcrevida aqui, por:

anonimarevela.blogspot.com

domingo, 5 de setembro de 2010

zelia duncan

Alma,
Deixa eu ver sua alma,
A epiderme da alma.
Superfície.

Alma,
Deixa eu tocar sua alma,
Com a superfície da palma
Da minha minha mão.
Superfície.

Easy, fique bem easy,
Fique sem, nem razão da superfície,
Livre, fique sim livre,
Fique bem, com razão ou não,
Aterise.
Alma,

Isso do medo se acalma,
Isso de sede se apaga,
Todo pesar, não existe.
Alma,

Como um reflexo na água,
Sobre a última camada,
Que fica na superfície.
Crise,

já acabou.
Livre,
já passou o meu temordo seu medo sem motivo.
Riso,

de manhã,
Riso,
de neném, a água já molhou a superfície.
Alma, daqui do lado de fora,

Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,

O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma,

daqui do lado de fora,
Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,

O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma, daqui do lado de fora,

Nenhuma forma de trauma sobrevive.
Abra, a sua válvula agora,
A sua cápsula,
Alma, flutua na superfície.
Lisa, quem me alisa,

O seu suor, o sal que sai do sol, da superfície.
Simples, devagar, simples,
Bem de leve, a alma já pousou na superfície.
Alma,

Deixa eu ver sua alma,
A epiderme da alma.
Superfície.
Alma,

Deixa eu tocar sua alma,
Com a superfície da palma
Da minha minha mão,
Superfície.
Alma,

Deixa eu ver,
Deixa eu tocar.Alma,
Deixa eu ver,Deixa eu tocar,
Alma.
Superfície.
Alma, deixa eu ver sua alma.
Alma.

sábado, 4 de setembro de 2010

decisão

Se não conheço os mapas,
escolho o imprevisto:
qualquer sinal é um bom presságio.


Lya Luft

culpa

hoje estou só
com espírito de luta.
não choro solidão
choro porque sou meio que maluca.

anuska

domingo, 29 de novembro de 2009

grande cecilia meireles

Vimos a Lua nascer, na tarde clara.

Orvalhavam diamantes, as tranças das ondas
e as janelas abriam-se para florestas cheias de cigarras.

Vimos também a nuvem nascer no fim do oeste.
Ninguém lhe dava importância.
Parece uma pena solta - diziam.
Uma flor desfolhada.

Vimos a lua nascer, na tarde clara.
Subia com seu diadema transparente,
vagarosa, suportando tanta glória.

Mas a nuvem pequena corria veloz pelo céu.
Reuniu exércitos de de lã parda,
levantou por todos os lados o alvoroto da sombra.

Quando quisemos outra vez luar,
ouvimos a chuva precipitar-se nas vidraças,
e a floresta debater-se com o vento.

Por detrás das nuvens, porém,
sabíamos que durava, gloriosa e intacta, a lua.

Cecília Meireles

domingo, 18 de outubro de 2009

Leia o texto abaixo e depois leia de baixo para cima"

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

sábado, 3 de outubro de 2009

noites loucas

Emily Dickison
tradução de Arlindo Correia

Noites loucas! Noites loucas!
Sozinha contigo
Tais noites seriam
O nosso aconchego!

Inócuos – os Ventos –
Dentro do porto –
Fora a Bitácula –
Fora com os Mapas!

Remando no Éden –
Ah! O mar!
Se esta Noite – em Ti –
Eu pudesse ancorar!